quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mictórios de Museu – La Fabbrica del Vapore


La Fabbrica del Vapore_Dezembro_2011

Mictórios de Museu – Museu de São Roque


Museu de São Roque_Novembro_2011

Mictórios de Museu – Museu Arqueológico do Carmo


Museu Arqueológico do Carmo_Novembro_2011

Mictórios de Museu – Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva


Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva_Novembro_2011

Mictórios de Museu – Fundação Calouste Gulbenkian - CAM


CAM_Novembro_2011

Mictórios de Museu – Fundação Calouste Gulbenkian


Fundação Calouste Gulbenkian_Novembro_2011

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Verso/Frente #14

L.O.V.E



Como não pude ir a NY ver o Maurizion Catelan, no que provavelmente será segundo as suas palavras " a restrospectiva da minha carreira e a minha última exposição", contento-me em rebuscar o L.O.V.E milanês na Piazza Affari.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Olslo #2





Um verso e um frente com um meio no meio e um lado da Rådhuset. É lá que numa das salas é atribuído o Nobel da Paz. Mais ainda interessa?

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

DONE



E, ainda bem que não ganhou o Man Booker Prize 2011. Quando os prémios são supostamente atribuídos por quem não os vai atribuir, estas coisas acontecem.

Formalmente, Hollinghurst escreve maravilhosamente bem, tem para além deste "O Filho do Desconhecido" pelo menos dois livros absolutamente sublimes, mas as suas mais recentes 684 (seiscentas e oitenta e quatro) páginas, são e só, uma bela tentativa, nada mais.

Proustiano até à nàusea e é pena.

Com este livro, Alan Hollinghurst apenas conseguiu a costumeira ilolatração dos críticos literários de serviço e, não estando estes tempos para Proust, ainda há quem não o tenha percebido.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Nascer e morrer num barco, em alto mar





Na ilha de Moçambique, um dos locais mais terrivelmente belos que conheço, numa igreja da qual não lembro o nome, ao lado do antigo palácio do governador, encontrei um dia uma lápide, creio que do Sec XVIII, com o nome de uma mulher, a data do seu nascimento e a data da sua morte, ambas a bordo de um barco.

Jamais apaguei da memória a mulher de quem nada sei, e que nasceu e morreu em alto mar. Vi a lápide uma única vez, no penúltimo dia que estive na Ilha de Moçambique e, proposidadamente, não escrevi sequer o nome da mulher que morreu e nasceu no mar, proposidatamente não fotografei a lápide, proposidadamente não voltei lá na manhã seguinte.

Gosto de imaginar os cerca de 30 anos de vida da mulher que morreu e nasceu num barco, gosto de construir só para mim episódios da sua vida, gosto de construir na minha memória imagens da sua morte e do seu nascimento mas, nunca lhe dei um rosto.

Hoje, ao saber da morte de Cesária Évora, recordei a mulher que morreu e nasceu num barco, em alto mar.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Da Dignidade



"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;"

"Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País."

"A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas."

"Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar. "
Guerra Junqueiro in 'Pátria" (1896).

Via Carlos Ribeiro via BPN.4900.Milhoes...''', via Carlos Ribeiro"



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Da Dignidade



Nada fazer é ser cúmplice.

O dever e obrigação de qualquer cidadão de bem é insurgir-se, insurgir-se pacificamente, contra os crimes, que quer no momento quer no passado, altos dignatários de estado são seriamente suspeitos. Não exigir o julgamento dos responsáveis políticos e, caso existam provas, como como tudo parece indiciar, e nada fazer, é ser cúmplice. Os presúmiveis crimninosos políticos têm que ser julgados em tribunal e, caso culpados, devidadmente condenados e presos.

Está nas mãos dos cidadãos derrubar a ditadura que vivemos, responsabilidade que é só nossa, que recai sobre cada um de nós, individualemnte, porque só pelos nossos actos temos poder efectivo de acção. Não podemos mudar os outros, não sei sequer se temos direito de poder exigir a mínima alterações no outros, mas, em cada um de nós há e haverá sempre uma margem de liberdade e só cada um de nós a pode encontrar.

Ainda vão a tempo de serem um dos possíveis 99% das "Persons of the Year" da Times.

Façam o que vos fizer seNTIDO, de forma pacífica, mas caramba, uivem. #Uivemos disse O CÃO", como escreveu o Saramago no expecional livro, "Ensaio sobre a Lucidez" e, "cães somos todos nós", somos 99% de cães.

Silêncio é cumplicidade e a neutralidade é e só, uma tomada de posição individual. Sejamos resilientes, sejamos empreendedores, sejamos indignados, sejamos tudo aqulio que nos traga diginidade, dignidade individual, a dignidade que só de nós depende.
Medo não é conjugável com dignidade e o medo paralisa.

Hoje, nas ruas de Lisboa, na fila do supermercado, nas conversas com amigos, na conversa com familiares, nas conversas com colegas de trabalho, o medo sente-se, no ar, na respiração, no olhar, nas pontas dos dedos.

"uivemos disse o cão" e "cães somos todos".

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Oslo #1








Olso_December_2011

Da Beleza



















Há imagens que nos acompanham toda a vida, guardamos na memória a primeira vez que as vimos, recordamos ao pormenor acontecimentos a elas ligados e, continuam cristalizadas no tempo, como se cada vez que as vissemos, fosse sempre a primeira.

Passados mais de 20 anos e com quase todos os livros de Mapplethorpe cá em casa, impressões fixadas no papel a sais de prata, ainda conseguiram fazer-me chorar.

E mais uma vez Robert Mapplethorpe e a beleza em estado bruto, desta vez na FORMA - Fondazione Forma per la Fotografia em Milano.

Arte Urbana


Milano_Precotto_10_10_2011

sábado, 3 de dezembro de 2011

Uivemos disse o cào

" ... levamos a vida a queixar-nos de que isto està mal e nào tem soluçào, repetimos os passos dados por outros antes de nòs como se houvesse uma espècie de fatalismo empurrando-nos sempre na mesma direcçào partidària, politico-ideologico, muito definido - direita, centro, esquerda - pensando que nào se pode sair dai..."

José Saramago, Visào, 25 Março de 2004



Os càes somos nòs e ja é tempo de UIVARMOS.

Uivemos, jà é tempo de UIVARMOS


"... nascemos, e nesse momento é como se tivéssemos assinado um pacto para toda a vida, mas o dia pode chegar em que nos perguntemos 'Quem assinou isto por mim?' " ... Uivemos disse o cào... " .

José Saramago, Ensaio Sobre a Lucidez.

Os càes somos nòs e jà é tempo de UIVARMOS.