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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Do simbólico



Pois é, há muito tempo que o PGFV já não postava nada acerca de velas, mas valeu a pena, esta foi a primeira das que irei deixar todos os dias na escadaria da AR e, até que alguém me proíba, por lá irei deixar mais.

Ficha técnica:copo de vela vazio do ikea_tealight com duração até 3 horas_iphone_isqueiro bic

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Kivi









Parafernália comercial natalícia fora de época (antes do dia 01 de Dezembro), seja no espaço público, seja no outro espaço público que é a net, irritam-me e poem-me mal disposto, mas porque são velas e sobretudo porque são kivis, o tea light por essencia (ainda não há outro e duvido que venha haver) abro uma excepção.



Ide ver, ide ver, aprendam a história do objecto que se chama kivi, porque kivi é rocha em filandês e façam reverência.

Curiosidade acerca da coisa: sendo produzidos pela iittala (façam igualmente reverência) continuam a ostentar a palavra Marrimeko na base, que não pertencendo ao grupo iittala foi o seu primeiro fabricante. Os bons editores de bom design são assim, respiram honestidade nos mais ínfimos pormenores

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Vanilla



Não gosto especialmente de vanilla, eu é mais rough de preferência hard (sem qualquer tipo de shower) e com muito role play, mas se por vanilla entendermos odor, ok tá bem eu alinho e assim.

Assim sendo, as velas Tindra de baunilha do IKEA são uma opção a considerar sendo até muito decentes, sobretudo se pensarmos que o odor é com toda a certeza obtido sinteticamente e não extraído de vagens da La Reúnion.

Claro que é uma vela mono temática, ou seja, tem apenas uma única nota odorífica: vanilla!...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Thé



Como já estou farto de explicar, apesar de nenhum estudo experimental o ter demonstrado, existe uma correlação claramente significativa entre o número de velas que se têm em casa e o grau de bixice de quem lá mora. O mesmo sucede com os acessórios Gucci dentro do armário. Sim sim, acessórios Gucci, tais como sapatos, cintos e restante parafernália, são excelentes indicadores do grau da bixice humana. Ainda hoje lembro a enorme dúvida que pairava sobre a orientação sexual do Mr. Winstrol, um gajo com muita pinta lá do gym, com uns abs de ferro, seco, rijo e definido até aos ossos e um grande ar de hetero cool a coroa-lo. Dúvida que se dissipou imediatamente, assim que vi uns sneakers Gucci nas suas patorras de macho. Claro que na altura, ninguém para além de mim, tomou como fiável o indicador de bixice Gucci, mas o que é certo certinho e vim a descobrir mais tarde por mero acaso, é que o Mr abs dava para os dois lados, preferência que no que à minha pessoa diz respeito, contribuiu imediatamente para aumentar ainda mais o nível de contemplação estética que dedicava à criatura, que claramente se devia ao seu extremo bom gosto em matéria de acessórios.

Ah mas era de velas que falava, uma vez que estamos na melhor altura (calendário, politica e social) para as acender, irei dedicar-lhes em exclusivo próximos posts. Fiquem para já com a "Thé" da Diptyque, o melhor fabricante de velas do mundo. Faça-se justiça, lugar que ocupa ex aequo com a Geodesis, atenção!

A Thé, não sendo uma obra-prima como a “Feu-de-bois” ou a “Baies”, é no entanto uma vela bastante recomendável. As primeiras notas que se sentem não são as do chá, mas sim as notas de cravinho da Índia e de outras especiarias, que emolduram de forma elegante e consistente, as notas mais acres, secas e subtis do chá preto (fermentado) que lhe dá nome. Igualmente interessante nesta vela são as notas a cera, que não se encontram totalmente mascaradas pelos outros odores, característica aliás que felizmente se encontra em muitas outras velas Diptyque.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Tradição



E como sou um gajo ligado aos hábitos e uma bixa que gosta de cumprir as suas tradições, lá tive que encetar uma vela perfumada neste dia.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Jo Malone - Lotus Blossom & Water Lily



A Lotus Blossom & Water Lily é provavelmente a melhor vela Jo Malone.

Se não conhece as velas Jo Malone, não espere que lhe empestem a casa. Os aromas das velas Jo Malone são extremamente bem elaborados e conseguidos, mas não se difundem pela casa intensamente. Para os sentir quase é preciso aproximar o nariz da vela. Cuidado não o queime.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

É Outono



Apesar de termos a sorte do caraças de por estas bandas (Lisboa) ainda fazer sol, eu já começo a sentir a perda do verão que já lá vai. Adeus tardes de sol na praia, adeus ares condicionados gelados nos aeroportos que nos fazem tremer até à espinha, adeus noites sufocantes de calor, adeus à promessa de que algo vai acontecer. Agora daqui para a frente e durante os próximos meses, vão ser só menos horas de sol por dia, menos graus na temperatura ambiente e mais reforços nos recaptadores de serotonina. Foda-se!!!

Um dos cheiros de verão que mais gosto é o das figueiras. O cheiro que se solta das folhas das figueiras e da seiva leitosa, quando arrancamos uma folha à árvore. As figueiras ainda devem ter algumas folhas mas em poucas semanas vão ficar nuas e nem os figos secos servirão para me consolar.

Bom para acabar com as lamúrias, a Géodésis, fabricante de velas francês, tem uma das melhores velas com cheiro a figueira, Cheira às folhas à seiva e aos frutos. Eu já precisei de acender uma!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Cottage



E porque já estava a faltar uma vela por aqui, e porque no sábado passaram 40 anos sobre os acontecimentos de Stonewall Riots, e porque a Cottage da Ralph Lauren mistura os suaves acordes de rosa selvagem com a frescura da flor de algodão, e porque isto por aqui estava a ficar muito sério e porque não há tempo para mais, aqui fica a sugestão olfactiva: Vela perfumada Cottage da Ralph Lauren

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Velas - Jonathan Adler

Para além de umas quantas e muito recomendáveis peças de cerâmica, a Área tem também disponíveis algumas das velas do Jonathan Adler.

Já experimentei a Big Sur e gostei muito.

" Big Sur Forest blends crisp bergamot, rich vetiver and warm cedar wood & nutmeg. Imagine a climb up one of the high ridges and take in the spectacular coastline and tree lined valleys.”



Existem outras seis da mesma linha, todas com nomes dos locais de destino favoritos de Jonathan Adler e que nos evocam os aromas que associamos à Provence, Capri, Palm Beach, Hampton, ou seja, locais que pelo menos fazem parte da cultura geral de qualquer bixa que se preze.

Pena que na Área não tenham disponível, ou ainda não tenham, a “Holiday Candle”, é que além da descrição do produto que dá vontade de ir a correr comprar: “Home emits the essence of crisp winter air, combining scents of pine and evergreen trees, winter berries, cinnamon, clove and a winter snow accord! “

Amei:

The ultimate holiday candle: it will evoke feelings of happiness, warmth, and might just make your family a bit more functional.

Fotos: via Jonathan Adler

P.S. No Site do designer americano, recomendo a leitura atenta do manifesto, ao qual não resisto a transcrever o segundo princípio:

“We believe that when it comes to decorating, the wife is always right.
Unless the husband is gay. “

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Velas Perfumadas


E porque hoje é sexta, e porque já não falo aqui de velas há muito tempo, e porque como todos já aqui leram, pelo menos trezentas mil e setecentas e sete vezes, o índice de gayness, ou por outras palavras de bixice, está directamente relacionado com o número de velas que se tem em casa e porque e porque e porque, aqui fica mais um post acerca de velas.

Comecemos pelas velas acesas! A vela em primeiro plano, tem aroma de figueira e é da Muji. Como o cheiro é ligeiramente acre, contra a regra de ouro, de apenas acender uma única vela perfumada de cada vez, foi acesa uma segunda vela aromática com cheiro a baunilha do Ikea (baratinha baratinha). Os dois aromas fundem-se um com o outro lindamente e o resultado é absolutamente fantástico.

A vela de viagem em lata, é de canela e tangerina, é igualmente da Muji e é a minha vela de viagem preferida.

Sempre que acender uma vela, perfumada ou não, baratinha ou não, nunca se esqueça: nunca deixe uma vela acesa quando não está em casa, nunca coloque uma vela acesa sobre superfícies de madeira ou outras superfícies facilmente inflamáveis, afaste as velas acesas das correntes de ar, de cortinados ou de outros objectos facilmente inflamáveis, não deixe as crianças ou os animais domésticos aproximarem-se delas e não aproxime os dedos, ou qualquer outra parte do corpo da chama.

Bom fds

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Velas




Como já não fazia há muito tempo um post de velas, aqui ficam estas, que não sendo perfumadas, ia dizer são santificadas, mas não quero ofender sensibilidades.

Gostava de encontrar uma vela assim, mas com a imagem de São Sebastião. Não, não estou a ser misógino, nem sexista. Gosto bastante destas com a Nossa Senhora de Fátima, apesar da roupa não me parecer da Ray Kavakubo, mas confessem lá, que uma vela com um santo seminu, amarrado a um tronco gravado de setas no corpo e um sorriso de deleite no rosto, não seria uma delicia?

Para quem não saiba, Sebastião era um rapagão que se alistou s como soldado no exército romano, com o único objectivo de consolar os pobres dos cristãos, enquanto estes eram torturados.

Sebastião acabou por tornar-se muito querido dos imperadores Diocleciano e Maximiliano, que o queriam sempre próximo deles e que desconhecendo as suas actividades secretas junto dos cristãos, acabaram por promove-lo a capitão da sua guarda pessoal.

Com o passar do tempo, o Imperador (não sei se o Dioclesiano se o Maximiliano, porque não vem especificado na Wikipédia), desiludiu-se profundamente com Sebastião, por este não ser suficientemente duro e agressivo para com os prisioneiros e vai daí, manda-o executar, ordenando que o amarrassem a um poste e o cravejassem de flechas até à morte.

Os romanos julgando-o morto, atiraram-mo ao rio, mas Sebastião resistiu e foi socorrido por Santa Irene, que não sei quem é, mas que devia ser uma daquelas gajas que gostam sempre de andar acompanhadas de bixas.

Como o imperador não era nada parvo, descobriu tudo e mandou de novo mandar matar Sebastião, desta vez através de espancamento.

Não sei se naquela altura já havia G, mas o que é certo é que Sebastião fartou-se de apanhar porrada e não morreu, tendo sido necessário atravessa-lo de lado a lado com uma lança, para que efectivamente a bixa morresse.

E esta é a história do rapagão Sebastião, que veio a ser adoptado como padroeiro de muitas bixas e que é o santo mais sexy de toda a iconografia cristã, ao ponto de Óscar Wilde após a sua condenação, se ter convertido ao cristianismo e passado adoptar o pseudónimo de Sebastien.

Mas não foi só Wilde que foi fã do santo, Thomas Mann no seu discurso de agradecimento do Nobel em 1029, disse que apesar de ser protestante tinha um santo favorito: “o jovem que no sacrifício atravessado por flechas sorri na sua agonia”. E é neste sorriso da agonia, ajudado pela iconografia renascentista de um corpo seminu musculado, que reside o encanto de são Sebastião. O sorriso e identidade que os homossexuais ao longo da história da humanidade aprenderam a manter na agonia da discriminação diária.



O São sebastião de Gregório Lopes, (1490-1550) no Museu Nacional de arte Antiga em Lisboa


O de Botticelli


O de Andrea_Mantegna


O do Pierre e Gilles


Por tudo isto, se alguém souber onde posso encontrar velas assim com a imagem de São Sebastião que me avise. Se souberem onde posso encontrar um tank top com as flechas e as perfurações na pele, também podem avisar. Já me fartei de procurar nas colecções do Galliano, mas não encontro.

sábado, 28 de junho de 2008

Stonewall




Por todos os que lutaram pela liberdade.
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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Velas



Já estava a faltar um post acerca de velas.

Como ainda não tive tempo de passar pelo Chiado, para reconfirmar que as Velas do Loreto valem pela capacidade, de nos conseguirem fazer sentir algures, entre as páginas da Relíquia e um episódio do Six Feet Under, tenho mais uma vez que ser tipicamente português e fazer um post acerca de uma Diptyque e que já falei aqui.

Esta parece que é uma edição especial. Num fundo de notas dominantes de canela e gengibre, surgem apontamentos de madeiras que não consigo identificar, laranja e um muito ligeiro toque de cera. Isso mesmo, o cheiro da cera, que já é difícil sentir, desde que surgiram as velas industriais, limpas, inodoras e esterilizadas.

Será que consigo encontrar nas Velas do Loreto, velas com cheiro a cera?

Uma das diferenças entre uma vela perfumada industrial, e uma vela artesanal de criação perfumista, é que enquanto na industrial, o cheiro, independentemente de ser bom ou não, é como se fosse uma música composta apenas com uma única nota, numa vela por exemplo da Diptyque, o cheiro é uma sinfonia de notas de odores que se vão libertando, como o som dos diferentes instrumentos numa sinfonia de Beethoven.

Todos sabemos que os nossos receptores olfactivos, saturam ao fim de pouco tempo de exposição a um determinado cheiro e por isso deixamos de sentir aquele cheiro. Se um perfume, ou neste caso uma vela perfumada por bem feita, os diferentes odores que a compõem, vão-se libertando de forma não homogénea, para que enquanto a vela vai ardendo, possamos ir tendo diferentes experiências olfactivas.

Em Lisboa pode encontrar algumas na Arte Assinada.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

VOTIVES

Chegou então a hora de abordar os suportes, ou copos, como lhe quisermos chamar (em inglês são votives) que utilizamos para colocar aquelas velas democráticas, que vêm dentro de um godés de alumínio e que já entraram no nosso quotidiano.

As minhas preferidas e que verdadeiramente acho objectos de excelente design, são o Kivi criados em 1988 por Heikki Orvola e a adaptação feita a partir dos legendários vasos ondulados, que Alvar Aalto criou a partir de 1936.

Ambos os modelos são produzidos pela Iitala. Desde a sua concepção, quer os vasos do Aalto, quer o Kivi, são produzidos em exclusivo pela Iitala.

Os primeiros Kivi que entraram na minha casa, foram comprados no pavilhão da Finlândia na Expo 1998 e são na minha cor preferida para esta peça, um azul cobalto profundo. A forma do Kivi, extremamente simples e linear, mas perfeita, mostra de forma subtil a chama da vela, criando reflexos e brilhos mágicos.
Os “votives” inspirados nos vasos do Aalto (na verdade são apenas uma miniatura muito bem proporcionada de um dos vasos originais), foram-me oferecidos pelo meu mais que tudo, que sabendo a paixão que tenho pelo Alvar Aalto, carregou com eles da Finlândia para Milão.

Por todas estas razões, são-me peças muito especiais. No entanto, independentemente da carga afectiva que possam para mim ter, penso que é difícil a qualquer pessoa, não ficar indiferente à beleza poética das suas formas.

Há quem diga que o Alvar Aalto se inspirou na forma dos lagos e paisagens Finlandesas, para criar aquelas formas orgânicas. Há quem diga que foi na forma do tronco de uma árvore e mais uma outra quantidade de hipóteses.

Tenha sido onde for, o que é certo, é que os vasos do Alvar Aalto, mesmo não tendo uma utilização específica ou utilidade concreta, o próprio Aalto, nunca disse a que se destinavam, são numa palavra: Sublimes.

Será que todas as coisas que consideramos sublimes, não têm, de acordo com os nossos esquemas mentais mais raccionalistas, uma finalidade concreta?

Será que tudo o que consideramos sublime, apenas se destina à nossa contemplação, não tendo uma utilidade prática?

Que seja! Para mim a contemplação, é por si só, de uma ENORME utilidade e uma enorme FINALIDADE.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Ainda mais Velas

Bem já todos devem estar fartos de ouvir-me falar de velas, mas garanto que ainda existem três ou quatro boas razões para mais dois ou três posts futuros acerca do assunto! Para enumerar apenas meia dúzia:

1) Um estupor de um ex namorado meu, dizia que o número de velas numa casa estava directamente relacionado com o grau de “bichice” do seu habitante. Claro que o tipo era e provavelmente continuará a ser, um nhurro cheio de homofobia internalizada, mas se mais alguém pensar o mesmo que ele e para que não restem dúvidas, que este blog está saturado de gayness, irei continuar a postar regularmente acerca de velas.

2) Uma segunda razão para voltar ao tema, é que ainda não falei dos suportes para aquelas velas que vêm num godés de alumínio. Afinal são mesmo as minhas preferidas. São baratas e democráticas, as mais seguras, podemos compra-las aos sacos de 100 e espalhar milhentas pela casa inteira e o seu efeito visual, para mim, é superior a todo os outro tipos de velas desde que dentro de um suporte de design adequado e, garanto-vos que existem duas ou três verdadeiras jóias do design nesta matéria.

3) Ainda não abordei as velas Acqua di Parma, que só por si merecem um post inteirinho ou não fossem Made in Italy.

4) Um dia ainda hei-de falar das memórias que tenho dos milhares de velas flutuantes que ao início da noite são lançadas ao Ganges na cidade sagrada de Varanasi.

5) Ainda não descobri porque carga de água é que uma pessoa como eu, que gosta tanto de velas, tem em casa apenas duas velas tradicionais que raramente acendo. Refiro-me àquelas, velas compridas semelhantes a um dildo. E pensando bem agora, acho que não sou caso único. Que me lembre assim de repente, em casa de qualquer um dos meus amigos, onde por sinal velas de todos os tipos e feitios é coisa que não falta, não há, nem nunca me lembro de ter visto, nenhuma vela em forma de dildo comprido e fininho. Será que as velas compridas e fininhas em forma de dildo têm pouco gayness? Ou será que têm uma carga demasiado religiosa no sentido judaico cristão? Ou será que estão simplesmente fora de moda? Se alguém souber explicar diga!

6) Como sexta razão para voltar ao tema, refiro que ainda não falei nem das velas dos bolos de aniversário nem das velas da Nossa senhora de Fátima.

E pronto, nesta tardes de Inverno sem sol, acenda uma vela ou melhor ainda, acenda várias, mas tenha cuidado, mantenha-as afastadas das crianças, dos animais domésticos, de objectos facilmente inflamáveis e nunca deixe uma vela acesa quando não se encontrar em casa e, finalmente talvez o mais importante, se der um jantar, nunca ponha velas perfumadas na mesa onde vai servir a refeição. Pode colocar uma vela perfumada na casa de banho, outra na mesa de apoio ao sofá ou na coffee table, mas nunca em mesas onde houver comida.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Luxury Candles

Há qualquer coisa de mágico, pérfido, lascivo, embriagador e ao mesmo tempo apaziguador, quando acendemos uma vela que nos custou o equivalente a um bom jantar, um frasco do nosso perfume ou até um bilhete de avião numa low cost. Ficar ali a ver a vela a arder e a sentir os aromas espalharem-se pela casa e saber que o que aquela vela custou daria para comprar 1.500 parecidas no IKEA é ao mesmo tempo culpabilizante e redentor.

Para quem quiser sentir-se esquizofrenicamente culpado e redimido em simultâneo e já que estou voltado para as velas, aqui ficam algumas marcas de referência.


As velas da Diptyque, com a loja mãe na 34 Boulevard Saint Germain, lojas próprias em Londres, Bóston e São Francisco, mais distribuição por lojas multimarca em todas as cidades a que realmente interessa perder tempo em ir, são simultaneamente clássicas e modernas. O recipiente é transparente e o rótulo em art déco consegue captar o espírito do luxo francês com uma certa contemporaneidade. A oferta de aromas é bastante extensa e encontra-se dividida por cinco famílias aromáticas: herbáceas, florais, especiarias, amadeirados, frutados.
Ah a Diptyque tem ainda uma vela criada pelo Galliano.

Outra opção, assumidamente mais contemporânea e igualmente sofisticada são as velas Joe Malone. As suas velas não estão distribuídas pela clássica divisão de famílias aromáticas, mas por tipo de utilização, por exemplo “home candles”, “travel candles”, “luxury candles”. O universo do Joe Malone procura que cada cliente tenha uma nova experiência sensitiva com cada um dos seus produtos através da mistura de aromas que vão muito para além do convencional (será que pode ser fusion?). O resultado é algo, poético, simples mas luxuoso e extremamente contemporâneo. Melhor que descrever o universo do Joe Malone, penso que será senti-lo, por isso da próxima vez que for a Londres corra para uma das suas três lojas.

Igual sentido de contemporaneidade, depuração e sofisticação têm as velas Mizenir. A Colette é um dos locais onde podem ser encontradas e está tudo dito!

Para terminar e para os ultra clássicos vitorianos, que sonham com tea parties nos prados ingleses, caçadas à raposa e um cachucho horroroso com o brasão de família no dedo mindinho existem ainda as velas Miller Harris.


Falta ainda falar das maravilhosas e italianissimas Acqua di Parma, mas ficará para outra altura.

P.S. Um obrigado especial pela consultoria prestada pelo meu amigo V, muito mais especialista que eu sempre que o produto é "luxury" ;)

Velas de Viagem

Quantas vezes quando viajamos não sentimos saudades dos cheiros da nossa casa! O cheiro das flores que colocamos nas jarras, o cheiro do detergente com que lavamos a roupa, os cheiros da nossa prateleira do duche, o cheiro inimitável da nossa casa e que mais não é que a mistura de todos os cheiros que nela habitam.

Nas últimas férias de Verão e mar, coube-me em sorte um apartamento claro e limpo com uma vista linda de mar, mas com um cheiro horrível que não chegando a ser mau cheiro não me era no entanto familiar. Era assim como se fosse um “não cheiro”. Tudo estava limpo e arrumado, havia frutas frescas numa pequena fruteira sobre a mesa, iogurtes no frigorífico, os cereais preferidos no armário, perfumes, cremes e demais essenciais de higiene pessoal na prateleira da casa de banho, roupas penduradas no armário, mas o apartamento continuava a ter um cheiro estranho, não só para mim, mas também para o meu mais que tudo, que igualmente se queixava.

Decidimos comprar velas perfumadas numa pequena loja que encontramos na cidade velha, que abafassem de uma vez por todas aquele “não cheiro”, escolhemos uma de tangerina e outra de canela e bastou acende-las para que ao fim de algum tempo, sentíssemos que o apartamento já tinha um cheiro que nos era familiar, ao ponto de sermos capazes de evocar memórias desfocadas agradáveis.

Agora que recordo tudo isto, recordo igualmente que uma vez em Milão, compramos na MUJI velas de viagem, daquelas que vêm numa lata com tampa e que são óptimas para meter numa mala de viagem. Não as compramos com a intenção de as usar enquanto vela de viagem, mas apenas pelo cheiro que nos agradou. Eu adorei até ao fim a vela de ylang ylang, o bf acho que preferia mais a de canela e mandarina. Uma gastou-se até ao fim na sala, a outra consumiu-se nos passeios entre a casa de banho e a cozinha.

Agora já sei, sempre que tiver que passar noites em hotéis estranhos e anónimos, levarei comigo uma vela de viagem capaz de despertar-me memórias olfactivas familiares. As da MUJI são de facto uma óptima opção.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Velas


Agora que o Natal já terminou, é ainda como maior prazer que acendo velas em casa e não é só para aumentar o meu índice de gayness.

Gayness à parte, estamos em Janeiro, anoitece cedo, faz frio, há pouco sol e, todas as desculpas são óptimas desculpas para acender velas. A minha preferência vai para as velas em godés, aquelas da latinha redonda de alumínio, que se colocam depois em suportes e se espalham pela casa que conjugadas com uma vela perfumada, nos fazem acreditar que a Primavera está para breve. No meu caso é assim tipo uma oração, não sei a que raio de Deus, porque sou agnóstico, mas não deixa de ser uma oração feita de luz, que faço quase todos os dias antes de adormecer, para que o Inverno acabe já e venha rapidamente o verão.

Qualquer dia falarei dos meus suportes preferidos de velas, mas hoje apetece-me falar daquela que é uma das minhas velas perfumadas preferidas. A Le Thé Fauchon, sim isso mesmo, O Fauchon enquanto referência de luxo da área alimentar, tem igualmente disponíveis quatro fantásticas velas produzidas em exclusivo pela La Boite à Bougies, casa de velas fundada em Estrsburgo em 1827.

As velas da Fouchon são elaboradas 100% em cera vegetal e a mecha é em puro algodão o que permitem uma difusão correcta dos aromas. Os perfumes seleccionados, são como é óbvio inspirados nos odores dos produtos alimentares de luxo do Fauchon.

A Thé Fauchon, é uma mistura olfactiva estonteante composta pelos odores de um chá verde darjeeling dos Himalaias acabado de fazer, com o perfume dos citrinos frescos acabados de colher num pátio mediterrânico ao fim de um dia de verão.


Para além da minha preferida existem ainda a Le Chocolat Fouchon, em que obviamente a nota principal é o chocolate, não um chocolate de leite qualquer ordinário com sabor a sabão, mas o odor que se liberta de chocolate preto do Fauchon, Do Pierre Marcolini, da Neuhaus, ou de qualquer outro local de perdição. Ah e isto tudo misturado com suaves notas de framboesa e baunilha.

A Les Epices Fauchon tem notas amadeiradas misturadas com vários tipos de pimenta e a Les Fruits Rouges Fauchon é uma suave mistura entre as notas dos frutos vermelhos e a bauninha.