
No próximo dia 14, dia de São Valentim, comemora-se aqui na Europa o dia dos namorados, comercialmente como é óbvio! E o efeito mais estranho em toda esta situação, é que a maior parte dos aderentes não são namorados, mas cônjuges formais de papel passado e tudo.
Dia 14 de Fevereiro dá direito a restaurantes cheios, ementas especiais, em Lisboa engarrafamentos colossais no Chiado, Bairro Alto e outras zonas da cidade com alta concentração de restaurantes.
Nesse dia é frequente ainda, ver na rua casais para além da meia-idade, e não só, de mão dada.
Eu que nunca me coagi, ou vá lá, apenas me coagi em não mostrar afecto em público ao meu namorado em locais onde pressinto que a nossa integridade física possa ser colocada em perigo, e que gosto de passear-me nas ruas das cidades com contacto físico, e que já me tornei impermeável às bocas homofóbicas e olhares de espanto e incredulidade, tenho uma alergia suprema ao dia dos namorados. Provavelmente é por mau feitio e zanga, pelo facto dos gajos e gajas que até nem são namorados, porque são casados, porque a lei este estado civil lhes permite, me terem usurpado, nem que seja por um dia, o único estado civil a que tenho direito.
Por esta razão nunca comemorei o dia dos namorados. Mas acho injusto. E acho injusto por mim, pelas razões que atrás referi e também por solidariedade com toda a enorme quantidade de pessoas que simplesmente não podem comemorar o dia dos namorados, pela simples razão de não terem namorado.
É hora de mudar-mos e por isto este ano, sugiro que tenha ou não namorado, comemore condignamente o dia, através do consumo como é óbvio, porque foi para isso que o dia foi criado.
Como?
Esqueça o jantar românticos a dois com ementa especial dia dos namorados, mais o ambiente e o serviço deprimente de todos os restaurantes nesse dia.
Esqueça as ostras e a bebedeira de champagne, que mesmo não sendo Cristal, a vida e a crise não estão para isto, já para não falar da ressaca garantida no dia seguinte.
Esqueça os Pierre Marcolini, semi-derretidos na boca a passarem de língua para língua, ou da língua para outro órgão qualquer, porque infelizmente a Pierre Marcolini não tem vendas on-line.
Esqueça as rosas vermelhas, brancas ou cor-de-rosa até.
Esqueça que afinal até nem tem namorado e caso contrário esqueça até que tem namorado e festeje o dia de S. Valentim, só ou acompanhado, com um Kusmi Tea Swit Love.
A lata é deliciosa e a mistela de chá preto e especiarias para além de deliciosa, promete estimular-lhe os sentidos.
Depois, os chás Kusmi Tea têm ainda, toda aquela aura dos produtos que conseguiram atravessar os tempos, as crises, as guerras. A Kusmi Tea foi fundada em 1876 em St-Pétersbourg, de onde teve que pirar-se devido à revolução Russa, instalando-se em Paris, onde tem estado desde 1917.
E pronto, uma lata até é barata e o aroma é delicioso. A mistura é de chá preto, raízes de alcaçuz e de ginseng, sementes de guaraná e pimenta rosa (aroeira-salsa). Em suma, uma verdadeira bomba natural, capaz de detonar os sentidos mais atrofiados e talvez, ressuscitar os sentidos, seja apenas a única coisa que valha a pena fazer, no dia dos namorados.
Para além da loja de Paris a Kusmi Tea tem um serviço de vendas on-line, infelizmente a Pierre Marcolini não ;(((( e uma boa distribuição em revendedores. Em Lisboa pode encontrar Kusmi Tea na Charcutaria Moy, ali no Rua D. Pedro V, 111, ao Principe Real.


