sábado, 25 de junho de 2011

E o imprevisível aconteceu, uma peça imperdível em cena no mausoléu.



Pois é, ainda estou a autoflagelar-me, apenas a três dias antes do último dia que está em cena, descubro isto. Já tinha desistido de acreditar na remota possibilidade que do mausoléu alguma coisa minimamente decente pudesse sair, mas eis que, imprevistamente, a coisa acontece.

A minha autoflagelação é porque só já vai estar em cena hoje e amanhã e, deveria ter alertado os meu queridos leitores com mais antecedência. Uma coisa quase impossível de acontecer; um bom, bom não, excelente espectáculo aparece por lisboa e o PGFV vai ver a coisa na antepenúltima representação. Sorry ;(

Nada vou escrever sobre a peça, parece que há por aí um crítico do Público que ou deu ou pensou dar bola preta. Ou seja, como naquela outra espécie de mausoléu também dormem muitas múmias opinantes, cujo único objectivo é alertar-nos para que tentemos pensar exactamente o contrário do que por lá escrevinham, o espectáculo só pode estar G.E.N.I.A.L e está mesmo, G.E.N.I.A.L.!

Estou a falar à séria, isto não é ironia.

HORROR OU BREVE ESTUDO SOBRE A PARALISIA, tem: excelente encenação, excelente cenografia, excelentes figurinos, excelentes interpretações (muito niveladas pelos quatro actores em cena), excelente texto, imensa actualidade e, o PGFV não conhece nem nunca tinha ouvido falar do director de espaço cénico (John Romão), o PGFV não conhece nem nunca tinha ouvido falar do autor dos textos originais (Mickael de Oliveira), o PGFV não conhece nem nunca tinha ouvido falar de qualquer um dos quatro actores (Bernardo Rocha, João Folgado, Mariana Tengner Barros, Miguel Cunha), nem de quem assina música de desenho e som (Daniel Romero) nem de quem fez o desenho de luz (José Álvaro Correia). A única pessoa que o PGFV conhece com alguma remota ligação à peça é a autora das três fotos que a seguir aqui vêem ( a lá de cima não sei)e, de quem é amigo pessoal há tantos anos que até já perdeu o conto, e que idependentemente disso, não tem pejo nenhum em aformar que desenvolve enquanto fotógrafa e desde sempre, um trabalho fotográfico M.A.R.A.V.I.L.H.O.S.O. Não a perdoo por não me ter alertado para esta peça, mas isto é outra conversa particular entre mim e ela.

O espectáculo tem uma duração de 1h20' que senti passar como se fossem 30' e, nada mais digo a não ser: Este tempo não está para Tchekhov ;)







Fotos de Susana Paiva, que têm Copyright, e a quem não pedi autorização para as aqui publicar. Processa-me Susanita ;)

HORROR OU BREVE ESTUDO SOBRE A PARALISIA
Emergentes
Sala Estúdio
09 de Jun a 26 de Jun 2011

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