terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Para desanuviar,

Para desanufiar depois de ter apanhado ontem no Prós e Contras com as alarvidades dos nhurros defensores de um referendo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo

Nhurros e já agora homofóbicos, homofóbicos, homofóbicos, três vezes homofóbicos, porque as coisas por vezes são mesmo aquilo que parecem ser e nem sempre a representação de uma banana, não é só a representação de uma banana(*)



Foto via Jonathan Adler, que é um gajo e que por sinal se encontra MUITO BEM CASADO, ORGULHOSAMENTE COM OUTRO GAJO!

(*) Como sabem Freud, fumador inveterado e compulsivo de charutos (morreu de cancro na garganta) passou a última parte da sua vida, já exilado em Londres, a dar conferências em torno da simbologia dos elemntos fálicos.

Para Freud todos os objectos cortantes, ou vagamente semelhantes a um pénis não eram mais que representações inconsciente e recalcadas do pénis.

Conta-se então que alguém um dia durante uma conferência lhe perguntou, se o charuto que fumava compulsivamente poderia ser o recalcamento de um objecto fálico, ao que Freud respondeu. "por vezes um charuto é apenas um charuto". Cito de memória.

Acrescento eu, parafreseando Magritte, que "ceci n est pas une pipe" de que livremente descorrerei para: a representação da democracia e da igualdade, não é democracia e igualdade, embora por vezes nos queiram fazer parecer que é.

Melhor ficar com a representação freudina das bananas, brancas e pretas do Adler.

Aropósito já todos subscreveram o MPI - Movimento pela Igualdade. Não? Toca a subscrever.

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Lente de contacto descartável seca colada ao dedo

Ontem adormeci no sofá e como em todas as noites em que isto acontece, fiquei lá embrulhado na manta branca de vison sintético. De manhã quando acordei, tinha colada a um dos dedos uma das tuas lentes de contacto diárias descartáveis. Umas das centenas de lentes que tiras dos olhos apenas no último minuto antes de adormeceres e que depois eu vou encontrado pela casa nos sítios mais inusitados e que me levam sempre a perguntar o que fazem elas, ou tu a elas, para conseguirem fugir à fúria de aspirador em riste da empregada. Tal como em quase todos os domingos preguiçosos que aqui passo sem ti, corri para a cozinha, cortei o ananás para o pequeno-almoço, preparei os cereais e fiquei à espera que o café subisse na moka, como se precisasse do barulho do arrulhar do café a subir para me acordar.

Depois choveu e a chuva bateu nas janelas e regou os oito vasos alinhados de plantas gordas, que invariavelmente esqueço de regar. Devem ter ficado felizes, as plantas gordas. Talvez por o teor de humidade ter aumentado, hoje o café cheirou-me mais a café e acho que até os cheiros da casa cheiravam mais aos cheiros da casa. Senti no pijama, que vesti este ano pela primeira vez, o meu cheiro nocturno agarrado, não o tirei e não tomei duche o dia inteiro.

Ontem pela primeira vez este ano, enchi o vaso do Aalto de clementinas, hoje, depois de as ver e lembrar-me que não as irias poder ver, fui ouvir as Goldberg Variations pelo Gould versão de 1981 até à náusea, até a tua ausência física parar de doer-me.



sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Leituras para (até) (a)o fim-de-semana

Os blogers do Jugular têm feito um trabalho de miltância verdadeiramente exemplar na questão casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

A igualdade não se agradece, exige-se. Mas às pessoas que dia-a-dia têm a coragem de lutar pela iguladade e fim de uma discriminação, todos deveríamos agradecer.

Só nestas últimas semana há leituras obsolutamente obrigatórias da Fernanda Câncio, da Isabel Moreira (esta, esta e esta ), da Ana Matos Pires, da Maria João Pires, e as "bonecas" da Ana Vidigal (vejam todas que são todas deliciosas).

Para ser justo tenho que referir ainda outros dois blogs que igulamente têm sido exemplares, já há muito tempo, direi ANOS: O post do Luís Grave Rodrigues no Random Precision é imperdível e a resposta do Daniel Oliveira no Arrastão ao Director do Pasquim é genial.

Boas leituras a todos e que alguma delas desperte em vós, uma pequena chama de activista pela exigência à iguladade.

Mas porquê ser activista, se em breve o Parlamento vai legislar? Esperamos todos.

Tão importante como o Parlamento mudar a lei do casamento civil, é existir uma "voz colectiva", que afirme sem medos, que é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, porque esta é uma questão de igualdade, de cidadania, de Direito Humanos.

Ah não sabe como concretizar a coisa? Não precisa de escrever, não precisa de sair para a rua de bandeira empunhada, não precisa sequer vestir a T. shirt do Marc Jacobs, que por sinal não está disponível na loja de Lisboa recentemente aberta sabe-se lá porquê! Se forem lá e perguntarem porque não está à venda em Lisboa, nenhuma das T. Shirts que o Marc fez em defesa do casamento entre pessoas do mesmo sexo, já estão a cumprir a vossa parte. Ora aí está uma ideia para um fashion victim activista.

Querem mais ideias? Têm o MPI, têm o “Legalize Same Sex Civil Marriage in Portugal“ no Face Book, têm o Isto Diz-me Respeito, têm a vossa cabecinha (de cima) para pensar.

Pub Institucional


17 - 18 NOVEMBRO 21:30
FESTIVAL TEMPS D'IMAGES

NEGÓCIO
RUA DE O SÉCULO 9 PORTA 5
reservas 21 343 02 05 reservas@zedosbois.org

DIRECÇÃO ARTÍSTICA
RAFAEL ALVAREZ

CRIADO E INTERPRETADO POR
ANDRÉ UERBA
RAFAEL ALVAREZ
SOLOMON HOLLY-MASSEY

DIRECÇÃO TÉCNICA
NUNO PATINHO

PRODUÇÃO
EIRA

CO-PRODUÇÃO
PLATEAUX FESTIVAL/MOUSONTURM
FESTIVAL TEMPS D'IMAGES/DUPLACENA
EIRA

APOIO
INSTITUTO CAMÕES

AGRADECIMENTOS
FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN, JOÃO MANUEL DE OLIVEIRA, SÍLVIA PINTO COELHO

17 NOVEMBRO :: APÓS ESPECTÁCULO
CONVERSA COM MÓNICA GUERREIRO, JOÃO MANUEL DE OLIVEIRA E RAFAEL ALVAREZ

+info

www.rafaelalvarez.jimdo.com
www.tempsdimages-portugal.com
http://eira33.blogspot.com

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

É bom beijar, é bom amar, é mau odiar, é mau não deixar amar quem ama de forma diferente de nós.


Elmgreen and Dragset


Man Ray


Khnumhotep e Niankhkhnum

Estamos no momento a assistir a um “vale tudo” por parte dos que são contra a democracia, dos que são contra a igualdade entre todos os cidadãos, dos que querem manter a todo o custo uma discriminações entre cidadãos de primeira e cidadãos de segunda, com base na orientação sexual.

Perante a possibilidade do parlamento mudar a lei do casamento civil, permitindo o casamento entre pessoas do mesmo sexo, acabando desta forma com uma discriminação que existe há demasiado tempo na lei e que já deveria ter sido banida, os costumeiros homofóbicos de serviço têm utilizado todo o tipo de armas, na maior parte das vezes de forma rasteira, na maior parte das vezes de forma intelectualmente desonesta, na maior parte das vezes em estratégias de guerrilha terrorista.

Os argumentos falaciosos, que vão desde a exigência de um referendo até á manipulação desonesta do fantasma da adopção em que as pobres crianças são utilizadas como vitimas e a homossexualidade é associada a perversão, têm sido rebatidos de forma brilhante por um conjunto de pessoas, que vão desde o Miguel Vale de Almeida, à Fernanda Câncio, à Isabel Moreira e a muitos muitos outros, que publicamente e de forma fundamentada, honesta e séria, têm desmontado os preconceitos, porque é de preconceitos que falamos, dos que não querem a igualdade, dos que pretendem continuar alimentar a discriminação.

Compete a cada um de nós, independentemente da orientação sexual que tenha, participar activamente na recusa da manutenção da discriminação com base na orientação sexual.

Como? Apenas duas ou três pequenas ideias:

- Mostre publicamente e de forma formal, que é a favor que na lei, duas pessoas do mesmo sexo possam casar em idênticas condições à dos outros cidadãos, subscrevendo o MPI – Movimento pela Igualdade.

- Mostre publicamente junto dos seus pares, dos seus amigos, dos seus conhecidos que é a favor da igualdade, e por isso a favor que duas pessoas do mesmo sexo possam casar em total igualdade à dos cidadãos heterossexuais. Uma forma através da qual o poderá fazer é aderir no facebook à causa “Legalize Same Sex Civil Marriage in Portugal“.

- Diga alto e bom som, no seu local de trabalho, na paragem do autocarro, no café, que é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

É bom não esquecer que o que move quem está contra, por mais elaborados que forem os argumentos, é apenas a crença de que a as pessoas homossexuais têm uma forma menos válida de amar que os heterossexuais.

É bom não esquecer que a discriminação com base na orientação sexual contém ódio pelo outro, tal como todas as outras discriminações da história.

Para eles, para os que confundem ódio com amor, apenas isto:










































Acerca da fonte de imagens: Impossível referenciar a fonte para todas as imagens recolhidas. Caso algum autor deseje que a mesma não seja aqui utilizada, prontamente esta será retirada.

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Prémios Arco-iris 2009



E é já no próximo sábado a distrubuição dos Prémios Arco-Íris, reconhecimento que a ILGA - Portugal tem vindo a fazer desde já há alguns anos, do trabalho que pessoas de diferentes áreas, teve na luta contra a homofobia. Mais informações acerca dos premiados 2009 aqui.

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Leitura Obrigatória

Isabel Moreira no Jugular refuta palavra por palavra, os argumentos dos lobos mascarados de cordeirinhos, que agora clamam pela necessidade de um referendo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Se eu fosse crente diria “perdoai-lhes Senhor, que eles não sabem o que dizem” mas como não sou, e já perdi todo o meu capital de “tolerância” para homofóbicos armariados, só me resta mesmo dizer-lhes bardamerda, isto para manter alguma compostura e não escrever em tuga vernáculo fuck U!

domingo, 25 de Outubro de 2009

waiting4(rain)bow