No sábado passado lá fui então ao Kremlin, ver como estava a segunda pista. Como me conheço suficientemente bem para prever que caso saísse, não conseguiria chegar ao Kremlin, não pelo cansaço, mas pelo aborrecimento que é a noite de Lisboa, deitei-me bem cedo com o despertador ligado para as 05:00.
A madrugada estava gelada, um gelo de morrer para Lisboa e foi preciso pensar nas manhãs de Ibiza a caminho do Space, para não desistir e voltar para casa. Bom mas lá fui.
À entrada o habitual: A fauna habitual e as situações habituais. O porteiro, aquele careca de bigodinho, lá olhou para mim e lá foi dizendo.
_ Hoje não dá para entrar, é só para clientes habituais.
_ Bem antes da segunda pista ter fechado, eu vinha algumas vezes, não sei se as suficientes de acordo com o seu critério de habitual.
_ Amigo é assim, se quiser entrar o consumo mínimo são 135€.
_ Gostava muito de ver como ficou a segunda pista, mas como deve calcular, não conseguirei consumir 135€ em águas, vou telefonar aos meus amigos que já estão lá dentro a perguntar se estão com muita sede.
_Bem não nos vamos chatear, se quiser entrar paga 12€
Passando a porta e a habitual longa espera no bengaleiro, lá corri a tiritar na minha T. Shirt Dsquared para a segunda pista.
Bem, o sistema de som está fantástico, o sistema de luzes na sua maioria lasers, está fabuloso. À primeira vista não detectei qualquer alteração no espaço, a não ser o tecto. A música não estava má, mas nada de fenomenal e as pessoas, exactamente as mesmas que de acordo com as minhas piores expectativas esperaria encontrar num sábado normal na segunda pista do Kremlin.
Travestis, tias e tios , gays feiotes, heteros não menos feios e tugas tugas e tugas. Para variar quase toda a gente estava muito vestida, super vestida. Quando entrou na pista uma personagem supostamente das mais influentes do design de moda em Portugal, vestida com um sobretudo medonho e um cachecol medonho, uns óculos medonhos, não aguentei e fugi imediatamente para apanhar um táxi que me levasse rapidamente para casa.
Lá fora o rio, o sol, o frio e a luz branca
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